segunda-feira, agosto 14, 2006
Visão ( poesia )
Nas claras manhãs da inocência

melodias serenas acalentam os pensamentos

e no compasso da esperança

as desilusões vão perdendo

seu amargo gosto.

Sorrimos para a Vida.

A grande Vida

que não revela os segredos.

Os videntes murmuram suas preces

e os profetas proclamam os castigos,

enquanto os suspiros dos desamparados

abafam o barulho do caos.

As palavras perdidas e inúteis

são engolidas.

A língua se afoga no próprio veneno.

Ao silêncio retornamos.

Somente quando os sabres enferrujarem

e as espadas forem embainhadas,

sentiremos o aroma das flores de laranjeira.

Beberemos o vinho em taças cristalinas.

Nas rosas não haverá sangue,

apenas o orvalho

e a luminosidade argêntea

das noites de lua cheia.

Hora após hora,

dia após dia,

em todos os momentos

e em todos os tormentos,

lembraremos dos caminhos

e dos desvios

que levam e trazem

e que voltam

para os campos de paz,

para a colheita do bem,

para a terra

onde não são proibidos os sonhos.


Autora:Valéria Busch Antonio
 
escrito por Valéria às 5:43 PM ¤ Permalink ¤


[3] Comentários:


  • Às 8:05 PM, Blogger Angela

    Poesia muito bonita! :)

     
  • Às 3:14 AM, Anonymous Anônimo

    Você sabe que está ajudando a mudar e construir nosso "Projeto Experimento: Um Blog Metalinguístico"? Pois eu vim te avisar que sim, e te agradecer... Obrigado!
    O Outro

     
  • Às 10:30 AM, Anonymous Anônimo

    Muito linda a Poesia D. Valéria...